martedì 29 luglio 2008

Jodorowsky

«La nostra generazione attuale è un circo in cui i personaggi si dividono in 'augusti', clown e pubblico.
L'uomo panico è il clown; il cittadino che afferma una sola idea alla volta, cerca una sola soluzione per ogni problema e crede di 'essere', è l'augusto; l'immensa massa di sfaccendati inerti è il pubblico. Tuttavia ogni pubblico è un 'augusto' in potenza e ogni 'augusto' può evolversi in clown perché il mondo è panico.»

-Alejandro Jodorowsky nel suo "manifesto" del 1965 Verso l'effimero panico o trarre il teatro fuori dal teatro


ARTE MARCIAL


Una vez le preguntaron a un guerrero invencible por qué se paseaba por las calles con un aire tan humilde. Mostró una mano extendida y contestó: "Mis dedos son cinco señores. Estos cinco señores se inclinan ante mí". Fue cerrando la mano hasta convertirla en un puño. "Mientras más humildes se hacen, más fuerza me dan".

http://www.clubcultura.com/clubliteratura/clubescritores/jodorowsky/ocho02.htm

giovedì 24 luglio 2008

Il sole da me - Villa Ada Crew



"...vedo il sole che splende allora apro le tende lo faccio entrar dentro me..."
havia muito tempo que não via um concerto nas calmas e dançar, dançar, dançar sem chatices, deixei o telemóvel no carro com os meus pensamentos, vi amigos, encontrei pessoas dançamos até as pernas ficarem cansadas, não há nada melhor. Tem que ser tudo assim, tem que se fazer tudo da mesma maneira, até cansar...era bonito se a vida fosse assim, ou talvez seja assim, só que cada um tenta não chegar exausto para conseguir enfrentar as consequências dos seus actos...
gostava de fazer as coisas e fugir, gostava muito, mas tenho consciência e depois quem vai falar com ela?
portanto eu danço, vejo o sol a resplandecer, abro as cortinas e o faço entrar...

mercoledì 23 luglio 2008


da: Il Manifesto, 23/07/2008, vignetta di Vauro

http://www.ilmanifesto.it/oggi/

martedì 22 luglio 2008

Voz numa Pedra

Não adoro o passado
não sou três vezes mestre
não combinei nada com as furnas
não é para isso que eu cá ando
decerto vi Osíris porém chamava-se ele nessa altura Luiz
decerto fui com Isis mas disse-lhe eu que me chamava João
nenhuma nenhuma palavra está completa

nem mesmo em alemão que as tem tão grandes
assim também eu nunca te direi o que sei
a não ser pelo arco em flecha negro e azul do vento

Não digo como o outro: sei que não sei nada
sei muito bem que soube sempre umas coisas
que isso pesa
que lanço os turbilhões e vejo o arco íris
acreditando ser ele o agente supremo

do coração do mundo
vaso de liberdade expurgada do menstruo
rosa viva diante dos nossos olhos
Ainda longe longe essa cidade futura
onde «a poesia não mais ritmará a acção
porque caminhará adiante dela»
Os pregadores de morte vão acabar?
Os segadores do amor vão acabar?
A tortura dos olhos vai acabar?

Passa-me então aquele canivete
porque há imenso que começar a podar
passa não me olhas como se olha um bruxo
detentor do milagre da verdade
a machadada e o propósito de não sacrificar-se não construirão ao sol coisa nenhuma
nada está escrito afinal.

Mário Cesariny

venerdì 18 luglio 2008

Um bocado de Alexandre O'Neill...

Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!


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Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente

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Mesa dos sonhos

Ao lado do homem vou crescendo

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente


Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas

Ao lado do homem vou crescendo

E defendo-me da morte povoando
de novos sonhos a vida.

tropeço de ternura
por ti.

Summer live contest al Bocadillo

giovedì 17 luglio 2008

No surprises - Radiohead



A heart thats full up like a landfill,
A job that slowly kills you,
Bruises that wont heal
You were so tired, happy,
Bring down the government,
They dont, they dont speak for her
Ill take the quiet life, a handshake of carbon monoxide

No alarms and no surprises, no alarms and no surprises
No alarms and no surprises
Silent, silent
This is my final fit, my final bellyache with
No alarms and no surprises, no alarms and no surprises
No alarms and no surprises, please

Such a pretty house, such a pretty garden
No alarms and no surprises, no alarms and no surprises
No alarms and no surprises, please

martedì 15 luglio 2008

Uccellacci e uccellini- Pier Paolo Pasolini, 1965



"...il Corvo dichiara di venire da lontano e di essere uno straniero. La sua patria, dice in tono sarcastico, si chiama Ideologia e vive nella capitale, la Città del Futuro, in via Carlo Marx …."

Vício de ti - Mesa

Amigos como sempre
Dúvidas daqui pra frente
sobre os seus propósitos
é difícil não questionar.
Canto do telhado para toda a gente ouvir
os gatos dos vizinhos gostam de assistir.

Enquanto a música não me acalmar
não vou descer, não vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
e não percebo porque não esmorece
ao que parece o meu corpo não se esquece.

Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício de ti (2x)

Levei-te à cidade, mostrei-te ruas e pontes
Sem receios atrai-te as minhas fontes
Por inspiração passamos onde mais ninguém passou
Ali algures algo entre nós se revelou.

Enquanto a música não me acalmar
não vou descer, não vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
não percebo porque não esmorece
será melhor deixar andar
Será melhor deixar andar

Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício de ti (3x)

Eu canto a sós pra cidade ouvir
e entre nós há promessas por cumprir
mas sei que nada vai mudar
o meu vício de ti não vai passar, não vai passar...

... Naquele comboio, cúmplice das nossas fugas, ouvia sempre esta
música pensando que aquilo era o que queria, chegava ai e as nossas
fugas pareciam pequenos pedaços de paraíso em que esquecíamos
tudo e assim eu dizia sempre para mim que o meu vicio de ti não
iria passar, e não passou...rimos tanto quando viste esta música no
meu mp3..pois eu não meti a música de propósito, mas foi bom porque
é incrível como há músicas das quais não gostamos mas que se as lemos
fora do contexto parecem feitas por aqueles momentos... e neste caso
para os nossos momentos naquele jardim...

lunedì 14 luglio 2008

Fernando Aguiar



Fernando Aguiar, "Poema Minimal", 1991


Fernando Aguiar, "Art Action #1", 70x50 cm, 2004


Fernando Aguiar, "Soneto Acerca do Erotismo", 1997

Warwick Avenue- Duffy

When I get to Warwick Avenue
Meet me by the entrance of the tube
We can talk things over little time
But promise me you wont stand by the light

When I get to Warwick Avenue
Please drop the past and
be true
Don’t say we’re okay
Just because I’m here
You hurt me bad but I wont shed a tear

I’m leaving you for the last time baby
You think you’re loving,
But you don’t love me
And I’ve been confused
Outta my mind lately
You think you’re loving,
But I want to be free, baby
You’ve hurt me.

When I get to Warwick Avenue
We’ll spend an hour, but no more than two.
Our only chance to speak,
once more…
I showed you the answers, now here’s the door.

When I get to Warwick Avenue…
I’ll tell you baby, that we’re through.

I’m leaving you for the last time baby…
You think you’re loving
but you don’t love me.
I’ve been confused
outta’ my mind lately…
You think you’re loving
but you don’t love me.
I want to be free, baby you’ve hurt me.

All the days spent together, I wished for better,
But I didn’t want the train to come.
Now it’s departed,
I’m broken hearted, seems like we never started.
All the days spent together, when I wished for better,
And I didn’t want the train to come.

Não gosto muito desta Duffy, não sei mas as palavras desta musica lembraram-me algumas coisas...é assim, há alturas e alturas e esta não é assim tão boa...


sabato 12 luglio 2008

« Le parole non colgono il significato segreto, tutto appare un po' diverso quando lo si esprime, un po' falsato, un po' sciocco, sì, e anche questo è bene e mi piace moltissimo, anche con questo sono perfettamente d'accordo, che ciò che è tesoro e saggezza d'un uomo suoni sempre un po' sciocco alle orecchie degli altri »

Herman Hesse, Siddharta




venerdì 11 luglio 2008

# ida e volta

as pessoas vão e voltam, há pessoas que infelizmente não podem voltar... é assim, é a vida dizemos sempre, mas as vezes não reparamos que é melhor aproveitar cada momento cada segundo para que percebam que nos estamos la, não conseguimos mostrar nada, pensamos pensamos e pensamos que estamos bem...
olho para os outros e vejo que não é assim, tento estar ao lado dum amigo que me diz toda hora o quanto gosta de mim e não consigo falar, so um abraço para mostrar o quanto o sofrimento dele é também o meu.
as pessoas vão e voltam, e há pessoas que infelizmente não podem voltar, mas a alma está aqui, presente, não nos deixa nunca sozinhos...


cccp - Annarella

# metamorfosi

...attendo con ansia una possibile metamorfosi...non vedo all'orizzonte grandi cambiamenti se non quelli che riguardano il luogo dove vivo e dove vorrei rimanere...forse a tutti i costi...forse attaccandomi a questa idea in modo troppo viscerale e credo, a questo punto, inutile...il tempo aiuta a dimenticare i brutti momenti, le fasi negative..ma non aiuta a cancellarli..forse sarebbe tutto piú facile se esistesse qualcuno capace di cancellare tutti i momenti brutti dalla nostra memoria, cosí come gondry ha immaginato per il suo GENIALE film..non é reale..non sarebbe naturale...forse in questo modo non potremmo imparare dai nostri errori...ma aiuterebbe a non pensare sempre in modo negativo...forse mi sto facendo troppe pippe mentali...allora mi fermo e cerco di non pensare piú...in attesa della metamorfosi del tempo...lui sí, ne sono sicura, mi aiuterá....

Programma Itaca Village Festival, 22- 26 Luglio, Erice




http://www.itacavillage.it

Amandoti (sedicente cover) - cccp



Amarti m'affatica mi svuota dentro
Qualcosa che assomiglia a ridere nel pianto
Amarti m'affatica mi da' malinconia
Che vuoi farci è la vita
E' la vita, la mia
Amami ancora fallo dolcemente
Un anno un mese un'ora perdutamente
Amarti mi consola le notti bianche
Qualcosa che riempie vecchie storie fumanti
Amarti mi consola mi da' allegria
Che vuoi farci è la vita
E' la vita, la mia
Amami ancora fallo dolcemente
Un anno un mese un'ora perdutamente
Amami ancora fallo dolcemente
Solo per un'ora perdutamente

venerdì 4 luglio 2008

#olhar para frente

é muito difícil mentalizar o facto de não ter razão, sim é muito difícil, mas paciência cada um tem que ter a humildade de dizer "pois, afinal foi por minha culpa, causa, estupidez, etc"... há muitas palavras... claro, é mais fácil dizer que a culpa é dos outros, que não se consegue olhar para frente por causa deles, culpar quem foi magoado porque não conseguimos esquecer... isto chama-se EGOÍSMO, não há outras formas de chamar a isso. Que tristeza, como é triste ouvir algumas coisas... Passamos a vida toda pensando que o melhor para nos é satisfazer as exigências do outro, porque por amor queremos dar toda a disponibilidade e não reparamos que o outro aproveita de tudo...e as vezes somos tão estúpidos que deixamos que os outros comecem a viver por nos...deixamos a nossa vida nas mãos deles... mas quando acordamos e vemos que isto não pode continuar assim tentamos acabar com tudo e tentar encontrar mais uma vez a maneira certa de enfrentar a nossa vida, retomando o controlo dela..e quando achamos que tudo está a correr bem chega aquela voz, tenho que olhar para frente, tenho que esquecer-te...até parece que isso alguma vez foi um problema...


fonte illustrazione: http://duccioboscoli-forbici.blogspot.com/

mercoledì 2 luglio 2008

# clownterapia

Quando vi aquilo pensei que nada está a correr mal, é o mundo...
O mundo está mesmo uma merda, está mesmo a desfazer-se, ninguém pensa no que se passa além dos nossos lindos narizes. Televisão e jornais não ajudam, e no entanto para fazer com que alguém saiba temos que passar documentários em pequenos sítios aonde vão as pessoas que conhecem a situação...
Ver pessoas a sofrer faz-te pensar, mas ver crianças a chorarem é ainda pior. Não há pior e melhor, isto é certo, que a impressão que faz é muito mais, é ver seres indefensos que estão a pagar o preço duma guerra feita em nome de ninguém (ou pelo menos nao no meu nome!), e sobretudo feita por manias de omnipotência. A clown terapia é admirável, e não conseguia perceber quanto fortes fossem estas pessoas até quando vi o Patch Adams falar e, de repente, desatar a chorar, foi incrível, e ainda mais foi o que ele disse: " Alguma vez pegaram ao colo uma criança desnutrida por causa duma guerra feita em nome do bem estar?"...
não há resposta além do não. Nunca vimos e nunca fazemos com que isto acabe. Mas no entanto há pessoas que tentam trazer sorrisos em lugares onde parece que esqueceram o que é viver
sem medo, e onde basta um nariz vermelho para que a alegria ocupe, nem que seja por um segundo, o lugar da angustia. Ainda bem que eles existem.

...e no entanto nos ficamos a olhar...


p. s: como sempre as imagens que uso sao do Marco Cazzato, fonte: http://www.marcocazzato.it/

Slowfood n°34

è uscito il num. 34 di Slowfood con tre fantastiche illustrazioni di Marco Cazzato per il racconto "I KEATON" nella rubrica "così bevevano".
Buona visione...ehm e buona lettura...

In questo numero si parla di:
Biofuels' generation
Per mangiarti meglio
Il cibo dell'anima

Slowfilm/Speciale

Il fronte del Sangiovese in purezza
Il tango del Malbec

http://www.sessantanotturno.blogspot.com/
http://editore.slowfood.it/editore/welcome.lasso

dal sito: Comitato Piazza Carlo Giuliani

Lettera per il presidente della Repubblica


Qui sotto c'è un testo che proponiamo a tutti di copiare (ed eventualmente modificare, integrare etc.) e sottoscrivere col proprio nome e cognome e di inviare al presidente della repubblica, attraverso il sito della presidenza della repubblica, a questo link

https://servizi.quirinale.it/webmail/

Gentile presidente,
il parlamento sta per approvare una norma che bloccherebbe una serie di processi riguardanti fatti avvenuti prima del 30 giugno 2002.
Fra questi vi sono i processi relativi ai fatti di Genova del luglio 2001, quando le garanzie costituzionali furono ripetutamente calpestate, come ormai accertato sul piano storico.
La norma in questione bloccherebbe due procedimenti arrivati ormai alla vigilia della sentenza di primo grado.
Nel primo, riguardante i maltrattamenti inflitti a decine di detenuti italiani e stranieri nella caserma di polizia di Bolzaneto, sono imputati 45 appartenenti alle forze dell'ordine: secondo il calendario fissato dal Tribunale di Genova, la sentenza è prevista entro la fine di luglio.
Nel secondo processo sono imputati 29 funzionari e dirigenti di polizia per i pestaggi, le falsificazioni, gli arresti arbitrari di 93 persone (fra le quali 75 di nazionalità straniera) all'interno della scuola Diaz: la sentenza è attesa per il mese di novembre.
Centinaia di vittime dirette dei soprusi e tutti i cittadini democratici - io fra questi - guardano al tribunale di Genova con una sincera aspirazione alla giustizia. Bloccando i processi alla vigilia della sentenza, la fiducia mia e di tutti i cittadini nella legalità costituzionale sarebbe irrimediabilmente compromessa. A Genova lo stato di diritto fu sospeso e furono compiuti abusi inconcepibili per un paese democratico: è inaccettabile - e pericoloso - che si impedisca alla giustizia di fare il suo corso.
Per questo Le chiedo di intervenire, con tutti gli strumenti a sua disposizione, affinché nel nostro paese non si compia un simile arbitrio.
Cordialmente,
un cittadino democratico, firma